Nunca antes este País (desculpem a paródia...) esteve tão em destaque no mundo quanto nestes dias pós-eleição do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. E a babel de vozes e palavras escritas foi engrossada com o lembrete de que o exótico gigante ao sul do Equador sediará, dois anos antes do evento maior do esporte mundial, a Copa do Mundo, o segundo maior acontecimento esportivo a atrair a atenção dos povos de todos os continentes.
As oportunidades que estes dois megaeventos esportivos fazem brotar desde já em todos os campos da atividade econômica são praticamente impossíveis de mensurar. Começando pelo turismo, passando pela construção civil, transportes, comunicações e serviços os mais variados e abrangendo itens minúsculos, como suvenires. É uma lista imensa.
Sem querer entrar no benefício que trarão para as mais diversas áreas da comunicação de massa, podemos antever que o mercado publicitário deverá se beneficiar muito desta década do esporte. Afinal, quase não há produto de consumo que não possa alavancar vendas associando sua imagem a uma atividade esportiva (até mesmo as bebidas alcoólicas, como a cerveja, cujos produtores deflagram verdadeiras guerras para ocupar os melhores espaços nas transmissões de jogos de futebol da Copa, por exemplo).
Do mesmo modo, o marketing como um todo, e não somente aquele voltado para atividades esportivas, deverá ter sua década de ouro a partir de agora. De novo, é quase infindável a gama de produtos e serviços que podem aumentar seu share por meio de ações, de algum modo, ligadas ao esporte. Os estádios, para ficar num exemplo, oferecem ótimos espaços para grandes showrooms e ações que podem, inclusive, interagir com a plateia nas arquibancadas.
Enfim, assim como políticos e economistas acreditam que o Brasil poderá finalmente alçar-se a sua merecida condição de potência mundial graças a esses dois eventos, a publicidade e o marketing brasileiros também poderão assumir um lugar no pódio entre os melhores do mundo. Vamos torcer e agir.
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